Age-friendly não é um benefício. É desenho organizacional.
A expressão «age-friendly» costuma ser traduzida como «amiga da idade», e essa tradução engana. Sugere simpatia, quando o que está em causa é arquitetura: processos, horários, ferramentas e critérios de decisão que funcionam para uma força de trabalho com quarenta anos de amplitude etária, em vez de estarem calibrados para um perfil médio que já não existe.
Uma organização é age-friendly quando consegue fazer quatro coisas sem esforço extraordinário: atrair candidatos de qualquer escalão etário, desenvolver competências em qualquer fase da carreira, transferir conhecimento entre gerações sem depender de boa vontade individual, e permitir saídas graduais em vez de cortes abruptos.
Nada disto é uma política de bem-estar. É a diferença entre ter e não ter pessoas para trabalhar dentro de dez anos.