É uma perspetiva metodológica, não uma biografia.
Brasileira a viver em Portugal, Elisangela Souza conhece por experiência direta aquilo que a maioria das organizações só consegue estimar por inquérito: o que acontece a uma pessoa quando entra numa sala onde ninguém se parece com ela, e o que muda no seu desempenho consoante essa sala a receba ou a tolere.
Essa vivência — mulher, imigrante, fundadora — não é aqui contada como percurso de superação. É tratada como instrumento de observação. Quem esteve do lado de fora sabe onde ficam as portas que ninguém sinaliza, e é por isso que consegue formular as perguntas que um questionário desenhado de dentro nunca faria.
Foi essa leitura que deu origem ao IDE Social Hub, e é ela que explica por que razão a organização começa sempre por medir antes de propor.